sábado, 9 de maio de 2015

Francisco de assis e Tanalli

Francisco de Assis e Tanalli

Francisco de Assis foi um destes instrumentos de Jesus, que restabeleceu uma infinidade de corpos de todos os tipos de enfermidades na Terra. Entretanto, a força que afina o instrumento humano, para servir de instrumento divino nas mãos do Mestre é somente uma: o Amor, o mais puro Amor, buscando assim as ondas luminosas desprendidas do Cristo de Deus, que sempre busca igualmente sintonia para consubstanciar em bênçãos de Deus onde quer que seja. Ninguém é órfão das coisas dos Céus, quando procura o caminho de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja imensurável aura acolhe o Planeta e, na Sua grandeza espiritual, sente todas as necessidades dos homens e das coisas, e todo o Seu rebanho está dentro de Sua faixa mental.
O Evangelho é , por excelência, um código divino. Se respeitamos os seus preceitos, estaremos em sintonia com a força universal do Amor e seremos atendidos por essas leis que regulam a própria vida que estagia na Terra.
Em Rivotorto havia um hospital de leprosos por demais impressionante, se considerarmos o que seria uma Casa de Saúde há oito séculos atrás. Os hansenianos daquela época eram relegados ao abandono e a medicina não tinha condições, como agora, para tratá-los adequadamente.
Francisco de Assis tinha um carinho profundo por aqueles doentes, e sempre pedia aos seus companheiros para visita-los e trazer notícias daqueles restos de homens, levando-lhes a sua presença. No entanto, alguns manifestavam impaciência e mesmo revolta, por estarem separados da sociedade, das mulheres e filhos.
Certo dia, Frei Pedro de Catani e Frei Paulo foram visitar os enfermos e conversar com eles, acerca da bondade de Deus e da misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Acontece que um deles, o mais agitado, começou a blasfemar contra Deus, contra Cristo e contra eles mesmos, por estarem somente conversando e ele, cada vez mais doente e relegado ao abandono. Chegou mesmo a dizer: - É porque essa doença não é em vós!
Retrucou Pedro de Catani: - Foi nosso Pai Francisco que nos mandou vê-los e enviou a bênção para todos que aqui estão.
O leproso, que se chamava Tanalli, ficou mais furioso com o recado de Pai Francisco, dizendo:
- Esse Pai Francisco fica de longe nos mandando bênçãos. Dispenso as suas bênçãos; elas para mim de nada servem, pois cada vez que vindes aqui, fico mais revoltado e com a mesma doença. Dispenso consolo de homens como vós que parecem mais miseráveis do que nós ; se tivésseis alguma coisa para dar, não viríeis aqui.
Frei Pedro e Frei Paulo ouviram pacientemente o leproso e, sem entrar em demanda, conservavam a atitude de oração, enquanto Tanalli blasfemava. Acontece que a paciência dos dois homens de Deus esgotou-se, e Frei Pedro, homem forte e decidido quando necessário, agindo sem aquiescência do doente, colocou-o nos ombros e falou pacientemente a Frei Paulo: - Vamos, irmão, levar este doente para o verdadeiro médico, que ficou mais ou menos de longe.
Chegando junto a Francisco com o enfermo, ele quase os fez voltar com o leproso, alegando que não podia ficar com aquele homem em lugares não apropriados. – Fizeram muito mal em traze-lo, dizia Francisco. Os dois discípulos, de cabeça baixa, a tudo escutavam, orando silenciosamente em favor da situação, e do doente engasgado de agitação. Quando os companheiros de Francisco iam saindo de volta para o hospital, este, caindo em si, ajuelhou-se aos pés dos discípulos e pediu-lhes perdão pelo que fez, dizendo carinhoso: - Perdoem, meus filhos!... O que fiz, meu coração não deseja que seja assim!
E tomou o doente com dificuldade, carregou-o até uma dependência do rancho. Olhou para o rosto em chagas, cujos lábios tinham se transformado em uma só ferida. O mau odor era insuportável, o corpo era uma só chaga e o doente não mais suportava a roupa sobre a pele, que quase não existia. Francisco, tomado em amor pelo leproso e com profunda humildade, beijou-lhe o rosto como se fosse o da sua própria mãe. Retirou a roupa do enfermo, jogando-a de lado, e em seguida beijou as suas chagas pustulentas, como se o fizesse a um ente muito querido, e falou com tanto sentimento de compaixão, como se estivesse pedindo ao seu próprio pai para reconsiderar o que fez. O doente, naquele clima de fraternidade, começou a chorar, e Francisco não fez outra coisa. Choraram Juntos.
Nesta hora, os discípulos acercaram-se do mestre, sem saber o que fazer diante do drama comovente. Pai Francisco pediu aos companheiros que trouxessem uma gamela com água morna, pedindo a Frei Paulo que colhesse, com os devidos cuidados, em próximo canteiro, três rosas, e se pusessem em oração. Trazidas a água e as rosas, que foram despetaladas com um hino de louvor ao Senhor dos Céus, pôs Tanalli na gamela, e chamando Frei Luiz, pediu-lhe que recordasse as palavras de cura de Lázaro, que já tinha morrido há quatro dias, quando foi ressuscitado por Cristo.
Sentiu que alguém tomou-lhe as mãos, dizendo:
- Francisco, cuida destas minhas ovelhas, elas são filhas do Calvário, agredidas pelos seus próprios destinos.
E Francisco respondeu mentalmente:
- Sim, Senhor, sim! Eu cuidarei!
E acrescentou Francisco: Se for do Teu agrado que essa enfermidade passe para mim, beijarei as Tuas mãos pela misericórdia de poder pagar minha falta para com esse homem de Deus, que devo respeitar.
E Francisco foi passando as suas mãos no corpo do leproso e todas as feridas foram se fechando, como por encanto, à medida que as mãos lavavam o enfermo. Os discípulos, ao contemplarem esse fenômeno, caíram de joelhos no chão batido do Rancho de Luz, e cantaram um hino de louvor ao Todo Poderoso, pela presença do Cristo no seio da Comunidade. Tanalli, quando observou o ocorrido, e não sentindo mais dor, levantou-se nu da gamela, sozinho, ajoelhou-se perdido em emotividade santa, e beijou os pés de Francisco, molhando-os de lágrimas. Avançou para os discípulos para fazer o mesmo, mas esses não aceitaram, por se sentirem leprosos da alma. E Tanalli, que era criminoso contumaz e incendiário irreverente, gritou em altas vozes com os braços estendidos para os Céus:
- Senhor, sei que existes! Faze de mim o que quiseres que eu seja!
Alguém, apressadamente, lhe trouxe uma veste rota e todos o abraçaram e, desde então, passaram a chamá-lo de Frei Aprígio.
Passado muito tempo, pregando o Evangelho nas andanças com Pai Francisco, a quem tinha o mais elevado respeito, Frei Aprígio, no ano de 1250, ainda sentia no seu coração, algo a corrigir. Tinha impulsos de violência, e já havia se empenhado com todos os recursos que aprendera, através, das experiências pessoais e das coisa que Pai Francisco lhe tinha ensinado. Usara o recurso da oração, de maneira a demorar-se horas a fio em preces, mas o animal violento e orgulhoso ainda vivia.
Certa noite, próximo da cidade de Lecce, quando lhe servia de teto uma árvore, perdeu o sono, fitando as estrelas e, chorando, pediu a Deus:
“Senhor, se me fosse concedido receber algo de Tuas mãos santas e sábias; se me fosse concedido pedir-Te alguma coisa como prêmio para meu coração; se eu pudesse escolher um caminho de livre e espontânea vontade, eu Te pediria que beijasse, outra vez, o meu corpo, como fizeste antes, com as chagas da lepra e seria o homem mais feliz da Terra, porque, agora, somente ela poderá arrancar do meu coração, o orgulho e a violência que carrego comigo, de eras incontáveis”.
E ainda chorando, adormeceu.
No outro dia, quando acordou com a luz do sol a banahr o seu rosto, Frei Aprígio voltava a ser Tanalli, o leproso de Rivotorto. Ajoelhou-se diante do beijo solar, agradeceu profundamente a bondade do Criador e desatando o cordão da cintura, trocou a veste de franciscano por uma comum, tomando a direção da Casa de Saúde de onde antes, revoltado, saíra. Ali, seis anos após, morreu, agradecendo a Deus e a Cristo pela benção da lepra, que o fizera expurgar do imo de sua alma, o orgulho e a violência.
Humberto S Espirito Santo Jr

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O que é Cromoterapia:

O que é Cromoterapia:

A cromoterapia é um tipo de tratamento que consiste na utilização das cores para curar doenças e restaurar o equilíbrio físico e emocional do paciente. A palavra tem origem no grego "khrôma" que significa "cor".
Historiadores afirmam que no Antigo Egito a cor - através dos raios solares - já era usada para o benefício do ser humano. Mais tarde, no século XVIII, o cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe conduziu uma pesquisa exaustiva a respeito das cores, concluindo que elas têm um determinado efeito. Ele concluiu que o vermelho estimula, o azul suaviza, o amarelo causa alegria e o verde é relaxante.
Contudo, a cromoterapia só chegou ao Ocidente no século XIX. Nos dias de hoje, a cromoterapia está relacionada com as sete cores do espectro solar, e normalmente um suporte com uma lâmpada de 25 watts é usada no tratamento, onde é colocado a 5 centímetros da pele, atuando durante aproximadamente 3 minutos.
Esta terapia alternativa tem muitos críticos na comunidade científica, que afirmam que no caso da cromoterapia, o efeito placebo é um fator muito importante na cura de alguns pacientes.
A cromoterapia é muitas vezes ligada com algumas práticas esotéricas, como o Feng Shui, os cristais e a astrologia. Em muitos casos, as sete cores usadas na cromoterapia estão diretamente ligadas aos chakras, que são considerados campos de energia que têm influência nas nossas emoções e corpos.
O significado de algumas das cores usadas na cromoterapia é:
Vermelho: É uma cor poderosa e deve haver precauções no seu uso, pois em excesso pode provocar nervosismo e ansiedade. Pode despertar a sexualidade e erotismo.  Área de atuação: ativa a circulação e estimula o sistema nervoso. O vermelho está ligado ao chakra básico, que está localizado no baixo ventre e que comanda a coluna vertebral.
Laranja: É uma cor alegre e antidepressiva. Área de atuação: rejuvenesce e melhora o metabolismo e o sistema digestivo. Pode elevar a pressão sanguínea. Corresponde ao chakra umbilical, que comanda as ações relacionadas com o sexo. Influencia o processo de tomar decisões.
Amarelo: É uma cor inspiradora por isso pode provocar alguma distração e perda do foco. Esta cor influencia o dinamismo e a capacidade de expressão. Área de atuação: olhos, ouvidos, ossos e tecidos internos. Está ligada ao chakra Plexo Solar que rege o estômago e corresponde ao poder pessoal e satisfação.
Verde: É uma cor associada à natureza, tranquilidade, equilíbrio e saúde. Área de atuação: problemas cardíacos, dores de cabeça, insônias, etc. É uma cor referente ao chakra cardíaco, que comanda o coração e o sistema circulatório.
Azul: É uma cor relaxante, que traz paz, serenidade e promove a meditação. Área de atuação: baixa a pressão arterial, tem função analgésica . Corresponde ao chakra laríngeo, que atua no sistema respiratório e faz a gestão da expressão verbal.
Índigo: É uma cor que simboliza a intuição e a compreensão. Área de atuação: purifica o sangue e tem um efeito anestésico e coagulante. É representada pelo chakra frontal, localizado no centro da testa e que controla o sistema nervoso.
Violeta: É uma cor relacionada com a estabilidade e paz na consciência. Promove a concentração e eleva a autoestima. Área de atuação: acalma os nervos e os músculos do corpo, e elimina infeções e inflamações. O chakra correspondente é o coronário, localizado no alto da cabeça e que está relacionado com a concentração e espiritualidade.

O que é Reiki:

O que é Reiki:

Reiki é uma prática espiritual que se baseia na crença da existência da energia vital universal "Ki", manipulável pela imposição de mãos.
A palavra Reiki significa "atmosfera misteriosa" e é uma combinação de dois caracteres japoneses - REI que significa "divino" e KI que significa "energia vital".
O praticante de Reiki acredita poder canalizar a energia através de seus centros superiores cognitivos, irradiando-a pelas suas mãos até o receptor através da imposição das mãos na forma de duas conchas, restaurando o equilíbrio natural entre corpo, mente e espírito.
Esse reequilíbrio, segundo os "reikianos", ativa a habilidade natural do corpo de se curar. O Reiki é considerado pelos seus praticantes como uma terapia holística que traz cura espiritual, mental, emocional e física.
Segundo os conceitos do Reiki, esta forma de energia é inesgotável e qualquer pessoa pode acedê-la por meio de um processo de sintonização realizado por um mestre de Reiki.
Apesar dos relatos pessoais de eficácia apresentados pelos seus praticantes, não existe qualquer evidência científica da existência do conceito do "Ki", sobre o qual se assenta o Reiki.
A prática do Reiki como forma de terapia não é reconhecida pela medicina nem pela ciência, uma vez que os seus benefícios nos cuidados de saúde não estão comprovados cientificamente.